Nunca quis
Nunca quis o sabor da tua boca,
O toque do teu corpo,
O odor acre do sexo
Apenas o calor das mãos,
O ombro firme,
O silêncio difícil, cúmplice
Na hora do cortar das asas
E do abismo me chamar perto,
Quando o medo assombrava,
E o sono era impossível,
A ternura insistente, constante,
Abraços que pareciam eternos
E depois a fuga, sem mais …
Ficaram os porquês, mais os lírios

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