Não há tempo
Não há tempo certo
Para as palavras surgirem abraçadas
À procura de sentido, de poetas
Não há tempo para o silêncio vestir
Aquelas que atordoam, confundem
E magoam
Ou as que dizem medo, morte e solidão
E todas as demais que importam,
Ditas, escritas, relembradas
Que usamos para amar, imaginar,
Para nos ligar, aquecer, amordaçar
E até aquelas que não nos dizem nada

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