Lobisomem



Há um lobisomem 

Escondido nas trevas,

Atrás das portas,

Agora que a centelha se foi

E as nuvens se concentram,

Irremediáveis

Há um lobisomem escondido

Nos abismos da terra, do mar

Boca sedenta, à espera

De carne fresca, distraída,

De cérebros inocentes

Mentes frágeis, vulneráveis

Um lobisomem,

Que surge inesperado

De dentro das memórias,

Dos medos, das histórias

Monstro que transforma a razão

A suga e passa ao lado,

Omnipresente

A tentar sempre seduzir e enganar,

Para se sumir satisfeito no vazio,

Quando o medo se espalha

Porque a batalha foi ganha

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