Dia
O Dia…
será um dia diferente
Inconcebível, apocalíptico,
De luz pintada a negro e frio,
Com ósculos acanhados
E abraços inconsequentes
Embalados pelo cantar dos ventos
Dia de risos nervosos, assustados,
Enquanto os olhares se escondem
Compassivos, acobardados
E o coração exangue vagueia tonto
À procura do túnel prometido
No meio das sombras enlutadas
Momento de luz? De escuridão?
De voltar à matriz, à matrix?
Átomos apenas, vazios,
Pó de estrelas, sem paixão

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